A Inquisição como Instituição na Idade Média

Odir Fontoura

Resumo


Resumo: Este trabalho tem por objetivo revisar e atualizar algumas das discussões abordadas na dissertação de mestrado intitulada Em Defesa da Cristandade: O conceito de bem comum para Tomás de Aquino na Suma Teológica, publicada pelo mesmo autor em fevereiro de 2016. Esta apresentação visa abordar em particular o tema do estabelecimento do aparato inquisitorial na Idade Média a partir de uma revisão historiográfica do conceito de inquisição e também do conceito de instituição. Essa atualização da discussão visa responder as seguintes perguntas: é possível dizer que a inquisição medieval foi uma instituição? Se sim, ela pode ser considerada como um sinal de um Estado (reipublicae) ou de uma agenda política centralizadora e unificadora da Igreja da Idade Média central, tal como é comumente defendido pela historiografia? Essas questões visam nortear o argumento central de que se por um lado é possível falar que os conceitos de reipublicae e também as ideias de bem comum (bonum commune) ou de interesse público (publice interest) não eram estranhas nas discussões sobre a inquisição nos séculos XIII e XIV, existem poucos indícios que sustentam a tese de que, na prática, o ofício inquisitorial, no âmbito das investigações das heresias, possa ser tido como um indício de um governo unificado e centralizado, tal como nos moldes da Inquisição dos tempos modernos.

Palavras-chave: inquisição, instituição, bem comum.

Palavras-chave


Inquisição; Instituição; Bem comum

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