Indícios da Violência Senhorial no Milênio Medieval

  • Mario Jorge da Mota Bastos Universidade Federal Fluminense - UFF
  • Eduardo Cardoso Daflon Universidade Federal Fluminense - UFF
Palavras-chave: Idade Média, Dominação, Violência

Resumo

O presente artigo materializa uma primeira iniciativa dos autores no sentido de dimensionar historicamente o peso e a incidência da violência como mecanismo essencial das relações de dominação no milênio agrário medieval. Sua motivação de fundo deriva do drama cotidiano da violência e das mortes impostas pelo latifúndio na dura realidade das lutas camponesas da atualidade. Da visão de conjunto que aqui se elabora destaca-se a coerção física como um componente constante das relações de produção e extração dos excedentes camponeses pela aristocracia terratenente medieval, praticada em situações e condições diversas ao longo do período. Naturalizada nos testemunhos de época e subdimensionada pela historiografia corrente, a violência cotidiana “daqueles que guerreavam” tinha por lógica primária e campo de expressão primordial a exploração do campesinato, chegando a desdobrar-se nos violentos confrontos intrassenhoriais. Após estabelecer algumas linhas teóricas gerais sobre o papel da violência na História, desenvolvemos estudos de casos sobre a sua ocorrência em contexto medieval, privilegiando suas manifestações no quadro da dominação social do campesinato pela aristocracia.

Biografia do Autor

Mario Jorge da Mota Bastos, Universidade Federal Fluminense - UFF
Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, onde atua nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em História. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.
Eduardo Cardoso Daflon, Universidade Federal Fluminense - UFF
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense
Publicado
2017-10-10
Seção
Dossiê: Matar e morrer na Idade Média