Santa Ursula em Colônia: uma santa inventada como intercessora por uma suave morte //St. Ursula in Köln: eine erfundene Heilige als Fürbitterin für einen sanften Tod

Klaus Militzer

Resumo


Resumo:

É de conhecimento geral e indiscutível que santa Úrsula, juntamente com suas 11000 virgens seguidoras, não existiu. Por conseguinte, seu martírio também não ocorreu diante dos portões de Colônia. Apesar disso, santa Úrsula foi considerada mártir desde a Idade Média até mais além de nossa época atual, e que, por conseguinte, era especialmente procurada como intercessora diante de Deus. Isto evidencia-se também através das inúmeras irmandades e outras associações dedicadas a santa Úrsula, as quais, do mesmo modo, mantinham viva a memória dos mortos e, a título de exemplo, dissimulavam a morte através de mortalhas e de outras cerimônias. Tal fato levou nos tempos modernos a se considerar que santa Úrsula poderia fazer, de uma maneira suave, a transição da vida para a morte.

Palavras-chave: Sta. Ursula de Colônia, morte em martírio, intercessora pelos moribundos, confrarias dedicadas à Úrsula

Abstract
It is well known and undisputed that St Ursula and her accompanying 11000 virgins did not exist. As a consequence, their martyrdom at the gates of Cologne also did not take place. Nevertheless, St Ursula has been considered a martyr since the Middle Ages and therefore seems to be particularly estimated as an interceder before God. This is also confirmed by the numerous fraternities and other associations with St Ursula, which also often kept the memory of the deceased and conducted ceremonies to overshadow death. In modern times, this has led to the belief that St Ursula could make the transition from life to death gentler.

Keywords: St. Ursula of Cologne, martyrdom death, intercession for the dying, Ursula fraternities

Texto completo:

alemão pt-br


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