CHARGE: GÊNERO DISCURSIVO E SEU USO EM SALA DE AULA

Susy Ferreira Gomes

Resumo


As charges acompanham e marcam época, servem para compreender o lado crítico do cenário político e social de cada sociedade e trazem o espírito de um tempo com suas diversas camadas de sentidos, seja o ideológico, cultural ou político, essas não são apenas um símbolo ou manifesto subjetivo do cartunista, mas uma representação de grupos sociais. As charges, como instrumento de reflexão e fonte/objeto de pesquisa podem ser consideradas e analisadas como produto da história, como resultado da técnica da produção de imagens e da própria imprensa. O professor, ao conduzir a análise das charges em sala de aula, está contribuindo para que os sujeitos da aprendizagem se apropriem das habilidades e competências para a prática da leitura e interpretação de textos. Partindo dos pressupostos teóricos de Mikhail Bakhtin (2003), sob a perspectiva da linguagem como construção social, dialógica, e os conceitos de gênero discursivo, o presente trabalho utilizará charges como gêneros que compõem o processo de ensino e aprendizagem.

Texto completo:

PDF

Refer?ncias


BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.

BRESSER- PEREIRA, Luiz Carlos. Os limites da abertura e a sociedade civil. In. FLEISCHER, David. Da Distensão à Abertura: As Eleições de 1982. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1988. p. 20.

FERNANDES, Florestan. A ditadura em questão. São Paulo: T. A. Queiroz, 1982.

FLÔRES, Onici. A leitura da charge Canoas: Ulbra, 2002.

FONSECA, S. G.. A construção de saberes pedagógicos na formação inicial do professor para o ensino de história na educação; In: Ensino de história: sujeitos e práticas. Rio de Janeiro: Manud X: FAPERJ, 2007. (Trabalhos apresentados no V Encontro Nacional Perspectiva de Ensino de História, Ensino de história: sujeitos, saberes e práticas, realizado no Rio de Janeiro, de 26 a 29 de julho de 2004. p. 149 156

______. A História na educação básica: conteúdos, abordagens e metodologias. Anais do I Seminário Nacional: Currículo em Movimento Perspectivas Atuais Belo Horizonte, novembro de 2010.

GAWRYSZEWSKI, Alberto. Conceito de caricatura: não tem graça nenhuma. In: Revista Domínios da Imagem, número 02, maio de 2008, Universidade Estadual de Londrina, 2008.

LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.

LEMOS, Renato. Anistia e crise política no Brasil pós-1964 Topoi, Rio de Janeiro, dezembro 2002, pp. 287-313.

MIANI, Antonio Rozinaldo. Charge: uma prática discursiva e ideológica. XXIV Congresso Brasileiro da Comunicação Campo Grande /MS setembro 2001.

PAIVA, Eduardo França. História & Imagens. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

ROMUALDO, Edson Carlos. Charge jornalística: intertextualidade e polifonia: um estudo de charges da Folha de S. Paulo. T Maringá: Eduem, 2000.

SCHMIDT, M. A. A formação do professor de história e o cotidiano da sala de aula. In: BITTENCOURT, Circe. O saber histórico na sala de aula. 9 ed. São Paulo: Contexto, 2004.

TEIXEIRA, Luiz Guilherme Sodré. Sentidos do humor, trapaças da razão: a charge. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2005.




DOI: http://dx.doi.org/10.18817/rlj.v1i2.1469

Apontamentos

  • N?o h? apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Campus Caxias

Departamento de Letras 

ISSN - 2527-1024  


 

 

A Revista de Letras Juçara integra a LatinRev - Red Latinoamericana de Revistas Académicas en Ciencias Sociales y Humanidades.

Licença Creative Commons
Revista de Letras Juçara está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.