ARTE E CULTURA DE MASSA EM A GRANDE VIAGEM, DE MIRNA PINSKY

  • Pâmela Rodrigues Scutari Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (campus de São José do Rio Preto)

Resumo

Este artigo aborda os aspectos literários e de cultura de massa do livro infanto-juvenil A Grande Viagem (2006), de Mirna Pinsky, que retrata os desafios de Marcelo e Mercedes em meio às drogas e a falta de autoestima por meio de três vozes narrativas – portanto, linguagens diversas –, não linearidade e referências literárias e culturais. Com fundamentos teóricos de Borelli (1996), Ceccantini (2006, 2011), Eco (1985, 2001) e Lajolo (2002), os quais possibilitam reflexão sobre a literatura de entretenimento em relação à indústria cultural e o cânone, e a função do mediador de leitura, constata-se, assim, que a obra de Pinsky oferece ao leitor nova perspectiva quanto à realidade das personagens e o mundo que os cerca, e, embora inserida no circuito mercadológico, pode assumir natureza literária

Biografia do Autor

Pâmela Rodrigues Scutari, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (campus de São José do Rio Preto)
Mestranda em Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto (Unesp).

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Publicado
2019-08-15