O SOBRENATURAL COMO EXPRESSÃO DA MEMÓRIA EM “A CHAVE NA PORTA” E “QUE SE CHAMA SOLIDÃO” DE LYGIA FAGUNDES TELLES

  • Maria Vilani de Sousa PÓS GRADUAÇÃO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI UESPI

Resumo

Lygia Fagundes Telles é considerada um dos nomes mais significativos da moderna ficção do Brasil. O diferencial da escritora reside na competência em mesclar diferentes temporalidades. Nisso, este trabalho analisa o viés do fantástico nos contos A chave na porta e Que se chama solidão, referenciando a construção social das memórias nas narrativas, objetivando compreender o uso do fantástico para expressar este processo memorialístico das protagonistas femininas de ambos os contos.  O estudo apoia-se nas pesquisas sobre o fantástico em Todorov (1992) e, quanto ao campo do imaginário, se utiliza da ideia de Gilbert Durand (1993), dialogando, ainda, com Freud (1986) e Maurice Hawlbacks (2006).

Biografia do Autor

Maria Vilani de Sousa, PÓS GRADUAÇÃO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI UESPI

Graduada em Letras - Lingua Inglesa e Literatura Inglesa pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) - Campus Teresina; Graduada em Lingua Inglesa pela Escola de Idiomas Wizard Teresina; Ex-bolsista do programa de Iniciação a Docência subsidiado pela CAPES (PIBID); Pesquisadora nas áreas de Literatura Feminista, Chick-lit, Relações de Gênero, Hibridismo de Gêneros e Romance Policial. Interessada em formação continuada para Educação Infantil e métodos pedagógicos. Mestranda em Letras - Literatura, Memória e Cultura pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Atualmente trabalha como professora de inglês para Educação Infantil em escolas regulares da cidade de Teresina

  

Referências

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Publicado
2019-08-15