A MALANDRAGEM DE RITA BAIANA: A CONSTRUÇÃO DO EROTISMO E DA VOLUBILIDADE DA PERSONAGEM E AS RAÍZES DA HERANÇA ESCRAVISTA

Resumo

O propósito deste artigo é analisar a trajetória da personagem Rita Baiana em O Cortiço (1890), em especial os pontos que a aproximam da figura do malandro na literatura brasileira. Partindo do perfil traçado por Candido (1970) em Dialética da malandragem e das modulações a esse perfil, propostas por Otsuka (2007), é possível observar que à malandragem, como fenômeno social provocado pelo sistema escravista, acrescenta-se o fator do erotismo quando pensamos nas personagens femininas. Visto isso, enxergar Rita Baiana como “malandra” é também notar seu lugar entre as outras mulheres da narrativa e como a voz do narrador é marcada pela ambivalência do racismo e do desejo ao construir a personagem.

Biografia do Autor

Elisa Hübner Alves, UFRGS

Licenciada em Letras com ênfase em Língua Portuguesa e Língua Inglesa e suas respectivas literaturas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestranda na linha de pesquisa Literatura, Sociedade e História da Literatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bolsista CAPES. Experiência com pesquisa em Literatura Brasileira.

Publicado
2020-07-06
Como Citar
Hübner AlvesE. A MALANDRAGEM DE RITA BAIANA: A CONSTRUÇÃO DO EROTISMO E DA VOLUBILIDADE DA PERSONAGEM E AS RAÍZES DA HERANÇA ESCRAVISTA. REVISTA DE LETRAS - JUÇARA, v. 4, n. 1, p. 169-187, 6 jul. 2020.
Seção
Dossiê Temático