A ROMANTIZAÇÃO DA MATERNIDADE E SUA INFLUÊNCIA NA VIOLÊNCIA INFANTIL: UM BREVE ESTADO DA ARTE

Autores

  • Nathália Cristina Custódio Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Vera Márcia Marques Santos Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.18817/pef.v27i1.2949

Resumo

O presente artigo é resultado de discussões originadas da ação de extensão denominada “Grupo de Estudos Sexualidade, Interseccionalidades e Diversidade Sexual”, do Laboratório Educação e Sexualidade – LabEduSex da Universidade do Estado de Santa Catarina, considerando a indissociabilidade entre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão. A partir da leitura da obra “O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras”, de autoria da teórica feminista, artista e ativista social estadunidense, Bell Hooks, surgiram algumas problematizações referente à maternagem. Com isso, a fim de compreender de que maneira a romantização da maternidade contribui na violência contra a criança, realizou-se um breve estudo de caráter bibliográfico ou estado da arte, para uma compreensão inicial de como a figura materna tem sido interpretada na sociedade brasileira e quais razões têm levado as mães a serem responsabilizadas na naturalização da violência doméstica infantil. Pode-se constatar, então, que a interseccionalidade interfere na responsabilidade parental exercida pela mãe, a qual, devido ao desamparo cultural, social, torna-se protagonista na violência contra a criança. Exercitamos, aqui, a indissociabilidade entre a Extensão e a Pesquisa.

 

Palavras-chave:  gênero, interseccionalidade, maternidade, violência infantil.

Biografia do Autor

Nathália Cristina Custódio, Universidade do Estado de Santa Catarina

Centro de Ciências Humanas e da Educação, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Vera Márcia Marques Santos, Universidade do Estado de Santa Catarina

Centro de Educação à Distância, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

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Publicado

2022-08-24