AS VARIANTES ESTIGMATIZADAS EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18817/rlj.v4i1.2193

Resumo

Em uma época de constantes mudanças, inclusive de tradições intelectuais, Macunaíma remontava a visão de homem, de herói e de língua no período modernista, promovendo uma ruptura do tradicionalismo nas manifestações da inteligência artística brasileira. Em busca de liberdade de expressão e criação, a obra, que versa sobre a realidade nacional e valorização da cultura popular, precipuamente da fala popular, reconstrói significados e instiga revisões autocríticas sobre a língua genuinamente brasileira. Neste artigo, busca-se evidenciar a visão de língua proposta pelos autores modernos, principalmente Mário de Andrade. À vista disso, os postulados da Sociolinguística são empregados para analisar as representações dos fenômenos linguísticos estigmatizados destacados na obra, ao elucidar o uso recorrente de termos da variedade não padrão, explicando como cada fenômeno linguístico ocorre e o quanto esses processos estão correlatos à atualidade.

Biografia do Autor

Priscila de Sousa Lima, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Pós-graduanda Lato Senso em Ensino de Língua Portuguesa - UEMA (2020-2021), Especialista em Engenharia de Software, pela Universidade Estácio de Sá - Campus Teresina/Piauí (2018). Graduada em Tecnóloga em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão - UniFacema (2016). Graduada em Licenciatura Plena em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa (2014), pela Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. Atualmente compõe a equipe da Revista de Letras Juçara, colaborando com os processos de arte e diagramação, é bolsista de Apoio Técnico Institucional BATI/UEMA, além de fazer parte do núcleo de pesquisa em Literatura, Arte e Mídias - LAMID (UEMA).

Lígia Vanessa Penha Oliveira, Universidade Estadual do Maranhão

Mestre em Letras, com área de concentração em Literatura, Memória e Cultura, linha de pesquisa: Literatura, Memória e Relações de Gênero, pela Universidade Estadual do Piauí/UESPI. Especialista em Ensino de Língua Portuguesa e Língua Inglesa pelo Instituto de Ensino Superior Franciscano/IESF, Graduada em Licenciatura em Letras com Habilitação em Português/ Inglês e Respectivas Literaturas, pela Universidade Estadual do Maranhão/UEMA. Professora na Universidade Estadual do Maranhão, atuando nos cursos de Pedagogia e de Letras.

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Publicado

2020-07-09

Como Citar

DE SOUSA LIMA, P.; PENHA OLIVEIRA, L. V. . AS VARIANTES ESTIGMATIZADAS EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE. REVISTA DE LETRAS - JUÇARA, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 351-369, 2020. DOI: 10.18817/rlj.v4i1.2193. Disponível em: https://ppg.revistas.uema.br/index.php/jucara/article/view/2193. Acesso em: 2 dez. 2020.