OS RELATOS AUTOBIOGRÁFICOS DE MERCEDES NÚÑEZ TARGA E O NÃO ESQUECIMENTO COMO LAMPEJO DE ESPERANÇA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18817/rlj.v6i1.2771

Resumo

Este artigo tem como objeto de análise os relatos autobiográficos de Mercedez Nuñez Targa, referentes à sua detenção na Prisão Feminina de Ventas (Carcel de Ventas) durante o Regime Franquista. Permeados por retratos de desrespeito ao ser humano, tais relatos carregam o objetivo  de que o sofrimento das vítimas não seja esquecido. Por outro lado também evidenciam  a solidariedade e os ideais de resistência compartilhados por essas mulheres. Na valorização do companheirismo, da arte e da cultura elas encontram sentido e esperança, mesmo em meio ao horror. Assim, este estudo aqui proposto aborda os relatos de Nuñez-Targa buscando entendê-los como um contraponto ao “pacto do esquecimento” no processo de redemocratização espanhol, sobre  o qual discorre MercedesYusta Rodrigo (2014) – mas também e, sobretudo, discute  as dinâmicas de resistência estabelecidas pelas mulheres retratadas na obra, relacionando-as à ideia de sobrevivência dos vaga-lumes, de Georges Didi-Huberman (2011).

Biografia do Autor

Gisele Silva Oliveira, Universidade Federal de São Carlos

Possui graduação em Letras - Português/Inglês pela Fundação de Ensino Superior de Passos, unidade associada à Universidade do Estado de Minas Gerais e Especialização em Promoção da Igualdade
Racial na Escola pela Universidade Federal de Ouro Preto. Atualmente cursa Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura pela Universidade Federal de São Carlos. 

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Publicado

2022-07-28

Como Citar

OLIVEIRA, G. S. OS RELATOS AUTOBIOGRÁFICOS DE MERCEDES NÚÑEZ TARGA E O NÃO ESQUECIMENTO COMO LAMPEJO DE ESPERANÇA . REVISTA DE LETRAS - JUÇARA, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 144-157, 2022. DOI: 10.18817/rlj.v6i1.2771. Disponível em: https://ppg.revistas.uema.br/index.php/jucara/article/view/2771. Acesso em: 20 ago. 2022.