AVALIAÇÕES (SOCIO)LINGUÍSTICAS SOBRE A FALA DE LUDOVICENSES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18817/rlj.v6i2.2991

Resumo

Este trabalho, fundamentando-se nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (WEINREICH, LABOV, HERZOG, 2006 [1968]; LABOV, 2006 [1966]; 2008 [1972]; ECKERT, 2012; OUSHIRO, 2015, entre outros), propõe-se a analisar os metacomentários sobre a variedade ludovicense, com o intuito de acessar quais avaliações emergem do discurso dos falantes em relação ao discurso de que os maranhenses falam a melhor variedade do português brasileiro, tendo como foco de análise a variável linguística pronomes pessoais de segunda pessoa do singular, em especial a realização do pronome pessoal “tu”, responsável, em alguma medida, pela manutenção do discurso de que os maranhenses falam o melhor português. Realizou-se uma análise qualitativa preliminar de áudios e transcrições de 26 entrevistas sociolinguísticas que compõem a amostra de fala ludovicense, construída por Santos (2015). Os resultados preliminares mostram que os ludovicenses produziram muitos metacomentários sobre a sua forma de falar e evidenciaram a crença de que os maranhenses e, principalmente os ludovicenses, falam um bom português. Além disso, apresentaram a utilização do pronome “tu” como uma marca ludovicense.

Biografia do Autor

João Vitor Cunha Lopes, Universidade Federal do Maranhão

Mestrando em Letras pela Universidade Federal do Maranhão, área de concentração: linguagem, cultura e discurso; subárea: texto e discurso. Licenciado em Letras - Português pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Bacharelando em Direito pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). É membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Sociolinguística do Maranhão - GEPeS-MA. Atualmente, é professor substituto na Universidade Estadual do Maranhão (Campus Lago da Pedra). E-mail: joaovitorcunhalopes@outlook.com

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Publicado

2022-12-29

Como Citar

CUNHA LOPES, J. V. AVALIAÇÕES (SOCIO)LINGUÍSTICAS SOBRE A FALA DE LUDOVICENSES. REVISTA DE LETRAS - JUÇARA, [S. l.], v. 6, n. 2, p. 277-295, 2022. DOI: 10.18817/rlj.v6i2.2991. Disponível em: https://ppg.revistas.uema.br/index.php/jucara/article/view/2991. Acesso em: 8 fev. 2023.