OCORRÊNCIA DE ENTEROPARASITOS EM ESCOLARES DA PERIFERIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

  • Nêuton Silva-Souza
  • Marjane S. Ferreira
  • Adriana N. Cavalcante
  • Dairle S. Costa
  • Sue Ellen F. C. Silva
  • Elizabeth C. Moraes
  • Gisele C. Morais
  • Fabiene L. Lima
  • Rosângela B. Almeida
  • Nirany dos R. F. Silva
  • Geylene A. Ribeiro
  • Michelle A. de Sousa
  • Sâmea C. S. Gomes
  • Vanessa R. Moreira
  • Lourena S. Galvão
  • Ênio O. F. de Sousa
  • Andiara Garcez de Souza Silva
  • Hallyne Davinck Mesquita Moreira

Resumo

As parasitoses intestinais constituem-se um sério problema de saúde pública nos países em desenvolvimento, onde a falta de condições sanitárias adequadas e educação agravam esse quadro, principalmente nas periferias dos grandes centros. Nesse trabalho, objetivou-se avaliar a prevalência de parasitos em 45 estudantes de quatro escolas públicas situadas na periferia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). O material subungueal coletado foi acondicionado em tubos de ensaio e encaminhado ao Laboratório de Parasitologia e Bioquímica da UEMA para análise microscópica. Os resultados revelaram um índice de positividade de 11,1% das amostras para as seguintes espécies: Ascaris lumbricoides (4,44%), Entamoeba coli (2,22%), Entamoeba histolytica (2,22%) e Enterobius vermiculares (2,22%). A faixa etária mais acometida foi de 13 a 16 anos com 60% de contaminação. A aplicação de questionários demonstrou haver uma significativa relação entre a positividade do material coletado e os aspectos sanitários. Dos indivíduos contaminados, 40% não possuíam água tratada, coleta de lixo regular, vaso sanitário ou fossa séptica em casa e rede de esgoto. Esses dados mostram-se preocupantes levando-se em consideração o local (subungueal) em que os ovos e cistos foram encontrados, o que demonstra a suscetibilidade, principalmente das crianças, às parasitoses e a necessidade de adoção de políticas públicas efetivas que visem à implantação de saneamento básico e conscientização da própria população, a fim e evitar a contaminação dos ambientes os quais mantêm contato direto, em especial nos locais de lazer das crianças.
Seção
Artigos