Esculpindo a Morte: as tumbas-cadáveres e a escultura funerária medieval inglesa

Amanda Basilio Santos

Resumo


Este artigo explora a escultura tumular medieval inglesa, focando no fenômeno funerário conhecido como tumbas-cadáveres ou tumbas transi. Tais tumbas normalmente configuram-se em dois níveis escultóricos: no nível superior temos uma efígie funerária tradicional, com uma escultura que representa o falecido como que em estado de adormecimento, - em alguns casos com as mãos indicando uma reza - com todos os elementos que carregam os valores de sua posição social em torno de seu corpo. Em um segundo nível, no andar inferior, temos a escultura de um corpo em decomposição ou na agonia da morte, tendo em torno de si elementos macabros como vermes e elementos pútridos que acompanham o processo natural da putrefação. Para análise desta ocorrência, em um primeiro momento nos dedicaremos a uma súmula do desenvolvimento da arte tumular em território inglês no período medieval. Logo iremos tecer relações entre a mudança no campo artístico após a Grande Mortandade de 1348, para no fim nos debruçarmos sobre a estatuária funerária cujo efígie exibe o corpo putrefato do patrono.

Palavras-chave


Medievo; Iconografia; Morte; Tumba-cadáver

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