IMAGINÁRIO: REGULARIDADES DE UM CONCEITO

Susani Silveira Lemos França

Resumo


Resumo:
Nos relatos de viagem ao oriente dos séculos XIII e XIV, preparados por cristãos de diversas partes da Europa, uma oscilação entre o afã testemunhal e o compromisso de recorrer a imagens eternizadas nos escritos sobre terras distantes abre caminho para refletirmos acerca de uma questão que, nas últimas décadas, tem ocupado muitos historiadores: qual o interesse e os limites do imaginário para o saber histórico, ou melhor, que confluências há entre a realidade social e o imaginário de uma dada sociedade. Neste número da revista Brathair em homenagem ao historiador Jacques Le Goff, a retomada da discussão mostra-se oportuna para pensarmos na operacionalidade de um conceito que se tornou corrente, mas cujas implicações teóricas nem sempre são contempladas nos estudos historiográficos contemporâneos.

Palavras-chave: História e Conceito; Imaginário; Jacques Le Goff; viagens medievais

Abstract:
In travel accounts to the East of the thirteenth and fourteenth centuries, prepared by Christians from various parts of Europe, an oscillation between the witness rush and the compromise to use immortalized images in the writings about distant lands opens way to reflect on a question, that in recent decades has occupied many historians: what the interest and limits of the imaginary to the historical knowledge is, or rather, which confluences there are between social reality and the imaginary of a given society. In the present issue of Brathair review in honour of the historian Jacques Le Goff, the resumption of the discussion appears to be appropriate to think about the operability of this concept that became current, but whose theoretical implications are not always included in contemporary historiographic studies.

Keywords: History and Concept; Imaginary; Jacques Le Goff; Medieval travels

Palavras-chave


História e Conceito; Imaginário; Jacques Le Goff; viagens medievais

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