TÁIN BÓ CUAILNGE

Palavras-chave: Irlanda, Ciclo do Ulster, Mitologia, Celtas

Resumo

Proponho a tradução, por via indireta, de uma parte do épico irlandês Táin Bó Cuailnge, fundamentado no trabalho de Manuel Alberro, La Razzia del Ganado de Cuailnge, tradução do texto mais importante do Ciclo do Ulster, do vernáculo para o espanhol, publicada na primeira década do século XXI. Busquei fundamentos, também, no trabalho de Joseph Dunn, cuja tradução para o inglês data de 1914. A tradução mais recente para o inglês, do poeta Thomas Kinsella, de 1969, que já se tornou clássica, também foi consultada. O que proponho é uma tradução de traduções. Para onomástica e toponímia, busquei sugestões em fragmentos traduzidos por José Roberto O’Shea para o livro Como os irlandeses salvaram a civilização, de Thomas Cahill, primeiro volume da série A História não-contada, publicado no Brasil pela Objetiva. Para o mesmo fim, foi-me útil a tradução de Jorge Chichorn do livro Os Conquistadores da Ilha Verde, primeiro volume da trilogia A Grande Epopéia dos Celtas, de Jean Markale, publicada em Portugal pela Ésquilo. Espero que os leitores lusófonos possam conhecer melhor e apreciar o Táin Bó Cuailnge, épico elaborado durante a cristianização da Irlanda, testemunho de um tempo cuja produção textual dificilmente deixava de fundir o sagrado e o profano.

Biografia do Autor

Cristiano Pinheiro de Paula Couto, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Doutor em História pela UFRGS, com título reconhecido pela Universidade de Lisboa.
Publicado
2019-12-19