“QUEERIZANDO” O ENSINO: ESTRANHAMENTOS ENTRE AS MINORIAS SEXUAIS E DE GÊNERO, A PERSPECTIVA QUEER E O PROCESSO FORMATIVO EM BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL

Autores

  • Carlos Wellington Soares Martins Universidade Federal do Maranhão
  • Melissa Maria da Silva PUC/Campinas

DOI:

https://doi.org/10.18817/pef.v27i2.3117

Resumo

 

Este artigo expõe um debate acerca da Teoria Queer e sua potencialidade enquanto pedagogia aplicável nos espaços educacionais de formação por meio de seus estranhamentos, aproximações e distanciamentos. Historiciza e problematiza o início do ensino de Biblioteconomia no Brasil e o afastamento do debate das demandas das minorias sexuais e de gênero em seus Projetos Pedagógicos de Curso (PPC). Objetiva apreender qual a relação entre as escolas de Biblioteconomia no Brasil e as minorias sexuais e de gênero e para tanto utiliza-se, além da pesquisa documental dos PPCs, de instrumento de coleta de dados no formato de questionário e encaminhado de forma virtual para pessoas que cursam Biblioteconomia e que se reconheçam enquanto LGBTs com a posterior análise dos dados obtidos sob a ótica Queer. Conclui que existem ações pontuais que não refletem o todo da formação na área, no entanto sinalizam para que o tensionamento seja feito e que se comece a cobrar e a problematizar a entrada dos saberes (corpos e identidades) subalternizados nos PPCs, currículos, ações e práticas formativas.

 

Palavras-chave: Teoria Queer – Biblioteconomia, minorias sexuais, minorias de gênero, LGBT.

Biografia do Autor

Carlos Wellington Soares Martins, Universidade Federal do Maranhão

Bibliotecário (DIB/UFMA). Doutorado em Políticas Públicas (UFMA). Mestrado em Desenvolvimento Socioespacial e Regional (UEMA). Especialização em Gestão Pública (UEMA). Pós-graduando em Sexologia Aplicada (INPASEX/SP).

Melissa Maria da Silva, PUC/Campinas

Bacharela em Biblioteconomia (PUC/Campinas).

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Publicado

2022-12-28