REGINALIDADE (QUEENSHIP), MEDIAÇÃO DIPLOMÁTICA E RELAÇÕES FAMILIARES: D. Maria, lugar-tenente de Aragão, e a defesa de D. Leonor, regente De Portugal (Séc. XV)
Queenship, diplomacy, and family relationships: Queen Maria, lieutenant of Aragon, and the defense of Queen Leonor, regent of Portugal (15th Century)
DOI:
https://doi.org/10.18817/brathair.v24i1.4328Palavras-chave:
Idade Média Ibérica, Leonor de Aragão, Maria de Castela, Queenship, Comunicação PolíticaResumo
Refletindo sobre os protagonismos femininos no medievo, propomos uma discussão acerca da relação entre duas mulheres, rainhas ibéricas do século XV, que detiveram posições de poder em seus reinos por casamento e cujas ações e situação política impactaram diferentes grupos sociais. D. Leonor de Aragão, rainha de Portugal, havia sido incumbida em 1438 da regência in solido do reino pelo marido, D. Duarte, em testamento. D. Maria de Castela, rainha de Aragão, atuou como lugar-tenente no reino aragonês por incumbência de seu marido D. Afonso V de Aragão, residente e governante no reino de Nápoles. A retirada do poder de D. Leonor em Portugal pelo cunhado, o infante D. Pedro, e seus partidários em 1439 levou a rainha à busca de apoio externo, notadamente de seus irmãos aragoneses e da cunhada, D. Maria, esposa de seu irmão Afonso V de Aragão. Desse modo, principalmente através da atividade epistolar da monarca D. Maria, analisamos como a soberana de Aragão procurou, durante e após a vida da prima/cunhada, defender os interesses de D. Leonor e de pessoas ligadas a ela, desvelando esferas de ação e protagonismos próprios das rainhas medievais ibéricas que resultavam em implicações políticas e sociais específicas. O estudo tem por base a categoria ibérica de reginalidade, pensada no contexto anglo-saxão originalmente a partir da noção de queenship.
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