MEMÓRIAS DE UM VELHO MARGINAL E DE UM VELHO PESCADOR N’A DEMANDA DO SANTO DO GRAAL.

Autores

  • Alessandra Conde

Palavras-chave:

Memórias, velhos, A demanda do Santo Graal, Feiura.

Resumo

Resumo: Rótulos na Idade Média eram mais comuns do que se pode imaginar. Marginalizados e excluídos recebiam tratamento e designação pejorativos; muitos foram segregados. N'A demanda do Santo Graal, dois velhos são apresentados. O primeiro é um marginal, um judeu, descrito como repugnante, de imagem grotesca, feia, porque inimigo. O segundo é belo, pois não ameaça e segue a causa cristã. O rosto é sofrido, a imagem revela a dor, mas a alma mostra a beleza que um cristão deve ter. Os anos vividos lhes deram traços de mistério. Na alegoria da peregrinação cristã, que é A demanda do Santo Graal, texto em língua portuguesa do século XV, saber as histórias que os velhos trazem guardadas na memória é conhecer as maravilhas que conduzem ao Graal. O passado é reconstruído de forma a explicar o maravilhoso. Os discursos dos velhos trazem a marca das vozes do grupo social dominante e, como consequência, o judeu padece a fome eterna, o cristão é alimentado pelo Santo Vaso. Para este estudo, Jacques Le Goff, Lênia Márcia Mongeli, Heitor Megale, Umberto Eco entre outros, nos fornecerão aporte teórico.

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Publicado

2013-09-28

Edição

Seção

Artigos/Articles