Cartografia fenomenológica dos corpos-territórios sobreviventes à tentativa de feminicídio mediada por Inteligência Artificial
DOI:
https://doi.org/10.18817/26755122.30.1.2026.4616Resumo
Este artigo analisa o potencial da Inteligência Artificial (IA) na construção de representações cartográficas fenomenológicas na Geografia do Feminicídio. A hipótese assume que a fenomenologia da empatia, mediada por sistemas de visão computacional, mapeia espaços de aprisionamento que evoluem para territórios libertadores. Utilizou-se o ChatGPT com comandos textuais (prompts) para a criação de imagens representativas das vivências de mulheres sobreviventes a tentativas de feminicídio. Os resultados indicam que a IA, mediada por uma postura ética e empática, sustenta um mapeamento subjetivo do corpo-território, traduzindo dimensões do vivido como a violação, o trauma intergeracional, a rede de apoio e a reconstrução. Conclui-se que a IA amplia as possibilidades de representação geográfica do espaço vivido, preservando a integridade das experiências. A metodologia demonstra que as vivências das sobreviventes são mais densamente apreendidas quando mediadas por uma coautoria intersubjetiva capaz de traduzir afetividades espaciais em subjetividades territoriais visíveis.