APRESENTAÇÃO

Guarimã - Revista de Antropologia e Política é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia (PPGCSPA), da Universidade Estadual do Maranhão-UEMA que visa a publicação semestral de artigos inéditos, resenhas, ensaios, debates, dossiês temáticos e traduções sobre assuntos relacionados às Ciências Sociais. Pretendendo constituir-se em um espaço de debates e colaboração para pesquisadores de diversas universidades em diferentes países, objetivando a ampliação e divulgação científica no campo das Ciências Sociais no Brasil e exterior.

A revista publica textos originais e inéditos em português, espanhol, inglês, francês e línguas indígenas. Adota o processo de avaliação anônima por pares (Double-blind peer review) para trabalhos submetidos às seções: artigos inéditos, ensaios, debates, resenhas e traduções.

SOBRE O PPGCSPA

O Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia (PPGCSPA) é resultado de uma parceria firmada entre a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), por meio do Departamento de Ciências Sociais – e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo como produto inicial a Associação Temporária, recentemente aprovada pela CAPES, com vistas à consolidação do curso de Mestrado em Cartografia Social e Política da Amazônia.

Desde julho de 2018 o Programa de Pós-Graduação em Cartografi a Social e Politica da Amazônia (PPGCSPA) está vinculada à Área de Antropologia junto a CAPES. Criado em 2013 a partir de uma Associação Temporária entre a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o PPGCSPA esteve inicialmente vinculado à Área de Ciência Política mantendo este vínculo durante os três primeiros anos de vigência. Ressalta-se que a proposta do PPGCSPA se desdobrou da especialização Sociologia das Interpretações do Maranhão, ocorrida na UEMA nos anos 2008-2009 e articula-se diretamente com o Projeto Nova Cartografi a Social da Amazônia (PNCSA), coordenado desde 2005 pelo antropólogo Alfredo Wagner.

Na Amazônia os pesquisadores do PNCSA, na última década, já mapearam e produziram trabalhos acadêmicos sobre mais de duas centenas de povos e comunidades tradicionais, incluindo indígenas de diferentes etnias, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, ribeirinhos, piaçabeiros, peconheiros, arumanzeiros, castanheiros, seringueiros e povos de terreiros. No cerrado já foram catalogadas comunidades de fundo de pasto, vazanteiros, guaizeiros e quilombolas.

Trata-se de uma produção acadêmica com temas voltados para processos de territorialização, territorialidades específicas, tradições, identidades, saberes e conhecimentos, etnias, atos de Estado e movimentos sociais. A produção acadêmica dos docentes e discentes é fortemente direcionada a reflexões críticas sobre realidades localizadas e processos sociais em curso na Amazônia.

A Amazônia se configura, contemporaneamente, como um espaço social marcado por conflitos e problemas ambientais decorrentes de disputas territoriais intensas que envolvem agentes sociais diferenciados. Na Amazônia existem diversos grupos étnicos que possuem maneiras próprias de construção de suas territorialidades, as quais nem sempre são consideradas pelo ordenamento territorial vigente, nem tampouco pelas políticas governamentais e pelos empreendimentos econômicos privados.

Os mapeamentos já produzidos oficialmente retratam aspectos relacionados ao meio físico ou subsolo e são construídos, em algumas situações, sob a ótica da intervenção e de integração das comunidades tradicionais ao modelo hegemônico de concepção de sociedade. A denominada “nova cartografia social e política”, diferentemente das cartografias convencionais, tem como objetivo a identificação das modalidades segundo as quais os agentes sociais acionam questões étnicas e constroem os seus pertencimentos, suas cosmovisões e saberes, em inter-relação com diferentes ecossistemas.

Consoante seus termos, considera essas territorialidades específicas como propiciando visibilidade aos modos de criar, fazer e viver dos diferentes povos e comunidades tradicionais. O debate atual acerca do  modelo de desenvolvimento da região amazônica introduz novas questões a respeito das perspectivas que se têm colocado em prática no modo de concepção das medidas relativas a tal desenvolvimento. Permite, através deste debate, estabelecer uma interlocução constante com temas e problemas tais como: meio ambiente, desenvolvimento sustentável e patrimônio histórico de forma a viabilizar análises críticas a respeito das formulações concernentes a “ecossistema”, “sustentabilidade” e “tombamento”.

A análise crítica de tais formulações, levando em conta as formas de territorialidades diversas, vivenciadas pelas comunidades tradicionais, faz dessa região um importante locus de pesquisa que exige o acionamento de múltiplos instrumentos metodológicos que sejam apropriados para a identificação das especificidades dos processos de construção territorial e dos conflitos a eles referidos. Atualmente o PPGCSPA tem investido não apenas em convênios nacionais, mas também em internacionais; no desenvolvimento de projetos de pesquisa; organização de eventos e cursos de capacitação para diferentes formas organizativas, seja na Colômbia, no Quênia ou na região do Chaco (Argentina).

Acesse o site: https://www.ppgcspa.uema.br/?page_id=5

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