UMA MULHER TEM QUE SAIR À LUTA”: REPRESENTAÇÃO FEMININA NA LITERATURA MOÇAMBICANA E AS VOZES DE MULHERES DO NORTE E DO SUL DE MOÇAMBIQUE
DOI:
https://doi.org/10.29327/2511069.4.1-5Resumo
O presente ensaio reflete sobre como a mulher tem sido representada em textos literários moçambicanos. Partindo da análise dos romances Meledina (ou a história duma prostituta), de Aldino Muianga, Niketche: uma história de poligamia e O alegre canto da perdiz, de Paulina Chiziane, Neighbours, de Lília Momplé, e dos livros de contos, A noiva de Kebera, de Aldino Muianga, Ninguém matou Suhura, de Lília Momplé, Hamina e outros contos, de José Craverinha, procuraremos destacar de que modos as personagens femininas foram representadas por estes (as) escritores (as). Além disso, lançaremos mão de entrevistas realizadas com seis mulheres moçambicanas, do norte e do sul do país. São elas: Yara Bonate, de 24 anos, vendedora, viúva, mãe dois filhos e moradora de Maputo; Sofia Abdallah, de 32 anos, produtora cultural, solteira, mãe de uma filha, artista, moradora de Maputo; Felizarda Said, 18 anos, dona de casa, solteira, mãe de uma filha, moradora de Nacala Velha; Rosa Francisco, 19 anos, dona de casa, casada, mãe de um filho, moradora de Nacala Velha; Zena Alberto, 32 anos, trabalhadora rural, solteira, mãe de 3 filhos,
moradora de Nampula; e Yara Costa, 43 anos, cineasta e artista, casada, mãe de uma filha, e moradora da Ilha de Moçambique. Nas conversas com essas mulheres, procuramos compreender pontos que se assemelham ou se afastam ao tratarmos de suas vidas, lutas, anseios e sonhos.