NO PRINCÍPIO ERA A MUDEZ: ORIDES FONTELA E O TÓPICO DA ORIGEM
DOI:
https://doi.org/10.18817/rlj.v9i2.4240Resumen
Este artigo busca investigar o tema da origem na poesia de Orides Fontela, a partir da análise de uma série de poemas que tornam patente a relevância do tópico para sua obra poética, voltada à constante metamorfose dos seres, mas também, como se quer demonstrar, ao início. A autora, por meio de empreendimentos simbólicos, e recorrendo por vezes ao discurso mítico, atesta o caráter incognoscível da origem, seja do mundo, dos fenômenos naturais ou da própria poesia, fazendo do primórdio das coisas um mistério com que sua poesia se embate. Trata-se, portanto, de um tema que dialoga com outros setores da poesia de Orides, a exemplo da observação dos seres viventes e da reflexão sobre o próprio fazer poético. Assim, a investigação aqui realizada contempla tanto a perspectiva de uma poética da natureza, a tecer relações com o pensamento de Arthur Schopenhauer, quanto o ângulo metapoético, de maneira a deslindar as significações possíveis dadas pela lírica de Orides ao tema em discussão, que não deixa de se relacionar ao seu pendor filosófico, já abordado pela fortuna crítica da autora.
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Derechos de autor 2025 Pablo Vinícius Nunes Garcia

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