“EM MEIO AO CAOS, HAVIA FORMA”: A RELAÇÃO SUJEITO-OBJETO NA ESTÉTICA EM AO FAROL, DE VIRGINIA WOOLF
DOI:
https://doi.org/10.18817/rlj.v9i2.4390Resumo
A literatura produzida por Virginia Woolf (1882-1941) possibilitou, na primeira metade do século XX, não apenas uma aproximação à tessitura da consciência humana, mas um desafio às convenções do romance como gênero. Em Ao farol, publicado em 1927, a autora dilui as vicissitudes da vida cotidiana, concebendo, além disso, considerações acerca do fazer poético como elemento capaz de retratar o real. Nesta perspectiva, esta pesquisa tem como objetivo analisar de que maneira é construída, na obra, a personagem Lily Briscoe, a fim de discorrer acerca do papel do criador diante da representação de si (sujeito) na produção artística (objeto). Partindo dos pressupostos de Focillon (2001), Abrams (2010) e Lukács (2013), discute-se como aspectos do mundo – individual e coletivo – são representados na Arte e, através do contato com diários e ensaios de Woolf, destaca-se ainda como a personagem em questão – que se trata de uma pintora – alude à condição da própria escritora no momento de confecção do texto literário. A aproximação entre as camadas real e ficcional permite uma leitura mais substancial da narrativa woolfiana, expandindo a concepção da transfiguração daquele que cria no processo de elaboração estética.
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