MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AGRICULTURA FAMILIAR AMAZÔNICA
RELATO DE EXPERIÊNCIA E POTENCIAL EXTENSIONISTA EM ANGELINÓPOLIS (BAIÃO-PA)
DOI:
https://doi.org/10.18817/rpe.v10i1.4327Palavras-chave:
Variabilidade climática, Extensão rural, Segurança alimentarResumo
Este estudo analisa os impactos das mudanças climáticas na agricultura familiar da comunidade de Angelinópolis, localizada no município de Baião, no estado do Pará, destacando os desafios enfrentados pelos produtores rurais e o potencial da extensão universitária como instrumento de adaptação socioambiental. A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma imersão técnica e observacional vinculada ao projeto de extensão “Mudanças Climáticas em Foco: Disseminação do conhecimento sobre impactos e soluções socioeconômicas”, utilizando abordagem qualitativa baseada na observação direta, escuta ativa e diálogo com agricultores locais. Os resultados evidenciaram que a irregularidade no regime de chuvas, o aumento das estiagens e a degradação do solo vêm comprometendo a produtividade agrícola, afetando culturas como mandioca, hortaliças e coco-da-praia, além de impactar a pecuária e a segurança alimentar da comunidade. Também foram identificadas limitações relacionadas à baixa escolaridade, à ausência de assistência técnica, à escassez de tecnologias de adaptação e à limitada compreensão sobre mudanças climáticas e bioeconomia. Observou-se ainda a adoção de práticas tradicionais de manejo, sem acesso a tecnologias sustentáveis mais resilientes. Conclui-se que a vulnerabilidade socioambiental da comunidade exige ações integradas entre universidade, poder público e agricultores, com fortalecimento de políticas públicas, programas de educação ambiental e iniciativas extensionistas voltadas à adaptação climática e ao desenvolvimento rural sustentável.
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