A GEOECONOMIA DA CRISE PÓS 2008: FINANCEIRIZAÇÃO, TECNOLOGIA E GEOPOLÍTICA

Autores

  • Fernando dos Santos Sampaio UNIOESTE
  • Marlon Clovis Medeiros UNIOESTE

Palavras-chave:

Geografia econômica. Crise de 2008. Ciclos econômicos. Geopolítica.

Resumo

O objetivo do artigo é discutir as causas e consequências geopolíticas da crise de 2008, a partir da teoria dos ciclos econômicos. Argumenta-se que que há três grandes processos para se explicar a crise numa visão mais ampla: a questão da financeirização, a questão tecnológica-industrial e a questão geopolítica. As políticas adotadas pelos países centrais desde os anos 1970 levaram à prioridade do capital financeiro, causando estagnação de inovações radicais e desindustrialização nos países centrais, com crescimento industrial do leste asiático. A desregulamentação e internacionalização do capital nos anos 1990, levaram a inúmeras crises financeiras, que culminaram na crise de 2008. Na sequência, os países centrais ampliam a pressão sobre os países periféricos, buscando novos campos de investimento para amenizar a crise e manter a hegemonia. A persistência da crise vem gerando busca por inovações radicais que abram novos setores para investimentos.

Biografia do Autor

Fernando dos Santos Sampaio, UNIOESTE

Doutor em geografi a humana pela Universidade de São Paulo. Professor Associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Francisco Beltrão-PR, Brasil. Orientador de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Geografi a da UNIOESTE

Marlon Clovis Medeiros, UNIOESTE

Doutor em geografi a humana pela Universidade de São Paulo. Professor Associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Francisco Beltrão-PR, Brasil. Orientador de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Geografi a da UNIOESTE.

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Publicado

2022-07-29

Como Citar

dos Santos Sampaio, F. ., & Clovis Medeiros, M. . (2022). A GEOECONOMIA DA CRISE PÓS 2008: FINANCEIRIZAÇÃO, TECNOLOGIA E GEOPOLÍTICA. Revista Ciência Geográfica, 26(2), 793-815. Recuperado de https://ppg.revistas.uema.br/index.php/cienciageografica/article/view/2919