Ecoturismo e governança territorial na fronteira Rondônia–Bolívia

Auteurs-es

  • Marcos Lino Montalvão
  • Luciana Riça Mourão Borges

DOI :

https://doi.org/10.18817/26755122.30.1.2026.4609

Résumé

O presente artigo aborda o ecoturismo, compreendido como uma prática socioespacial estruturada pela tríade: objetos técnicos, normas institucionais e fluxos sociais. O objetivo é analisar a distribuição espacial do Índice de Densidade Institucional do Ecoturismo (IDIE) nos municípios do estado de Rondônia com fronteira direta com a Bolívia, a fim de compreender sua configuração territorial. A metodologia adotou uma abordagem quanti-qualitativa, com o cálculo do IDIE para os nove municípios fronteiriços, permitindo a comparação entre unidades territoriais. Os resultados apontam uma configuração geográfica heterogênea e fragmentada, expressa em contrastes espaciais definidos. O Setor Norte apresenta Muito Baixa Densidade, enquanto o Setor Sul mostra um adensamento técnico-institucional, principalmente em Cabixi, que registra a maior densidade da série. Conclui-se que a consolidação do ecoturismo transfronteiriça depende de uma presença institucional de proximidade e capilarizada, capaz de sustentar a governança territorial em áreas de fronteira.

Bibliographies de l'auteur-e

Marcos Lino Montalvão

Mestre e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Rondônia (PPGG/UNIR), membro do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Estado e Territórios na Fronteira Amazônica (GEPE-Front).

Luciana Riça Mourão Borges

Doutora e Mestra em Geografia Humana pela USP, com período sanduíche na Université Sorbonne-Nouvelle (IHEAL/Paris 3, 2015-2016). Docente nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Geografia da UNIR; linha de pesquisa Território e Sociedade na Pan-Amazônia. Líder do GEPE-Front. Coordenadora do laboratório GEOPPAN.

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Publié-e

2026-06-29

Comment citer

Montalvão, M. L., & Riça Mourão Borges, L. (2026). Ecoturismo e governança territorial na fronteira Rondônia–Bolívia. Revista Ciência Geográfica, 30(1), 210–225. https://doi.org/10.18817/26755122.30.1.2026.4609