Tranças afro e territorialidades estéticas: corpo e cultura
DOI:
https://doi.org/10.18817/26755122.30.1.2026.4598Abstract
Este artigo analisa as tranças afro como práticas culturais que articulam corpo, estética e territorialidade, considerando sua inserção nas dinâmicas urbanas contemporâneas. Partindo de uma perspectiva afro-diaspórica, discute-se o corpo como espaço de disputas simbólicas e políticas, no qual a estética assume papel central na produção de identidades e regimes de visibilidade. As tranças são abordadas não apenas como expressão estética, mas como práticas que carregam memória, resistência e reinvenção cultural. A pesquisa evidencia que essas práticas produzem territorialidades ao marcar presença nos espaços urbanos, tensionando padrões hegemônicos e revelando desigualdades na aceitação social. Ao mesmo tempo, sua circulação em contextos midiáticos e de consumo aponta para processos ambivalentes de valorização e apropriação. Conclui-se que as tranças operam de forma dinâmica e relacional, contribuindo para a construção de novas formas de existência, pertencimento e reconhecimento no espaço urbano contemporâneo, e por isso, vai além de um ato estético, sendo sobretudo, um ato político.