LIBERDADE E ENCLAUSURAMENTO NA HERANÇA ESCRAVAGISTA RETRATADA EM BELOVED DE TONI MORRISON
DOI:
https://doi.org/10.18817/rlj.v9i2.4393Resumen
Em Beloved, as pessoas permanecem aprisionadas em lembranças do passado que as impedem de perceber outras formas de viver. Para Morrison (1998), a herança escravagista não se limita ao ônus socioeconômico, baseado no trabalho forçado sob um regime desumano. O maior ônus, segundo a autora, reside no enclausuramento psicológico, quando se reviram as chagas do passado. De fato, as violações do corpo feminino, a perda de dignidade e o tratamento animalesco deixam sequelas irremediáveis e cicatrizes psicológicas profundas que perpassam gerações. Para Morrison (2019), a capacidade reprodutiva da mulher negra era uma forma crítica de capital social e econômica, já que as mulheres eram forçadas a procriar para aumentar a mão de obra escravagista. A esse respeito, faz-se necessário indagar se a mulher afro-americana não herdou o ônus da escravidão, já que é diretamente prejudicada pelas políticas, práticas e crenças, que continuam, até hoje, oprimindo-as. Não se pode ignorar o legado hediondo de um racismo institucional que, segundo Burnham (1987), consiste em uma personalidade nacional destorcida e uma consciência de cor perversa presente em cada parte de nossa vida.
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