DECOLONIZANDO O SUJEITO LÍRICO: MARCAS IDENTITÁRIAS DO NACIONALISMO BRASILEIRO NA POÉTICA DO MANIFESTO ANTROPÓFAGO (1928), DE OSWALD DE ANDRADE
DOI:
https://doi.org/10.18817/rlj.v9i2.4142Resumo
Na busca por compreender a expressão do nacionalismo brasileiro e a complexidade da identidade no contexto moderno, em diálogo com a ascensão dos estudos decoloniais, esta pesquisa coloca em foco o Manifesto Antropófago (1928) de Oswald de Andrade, questionando como seu eu lírico - em uma representação de voz coletiva - ao discutir a ideia de antropofagia cultural, constrói, promove e decoloniza a identidade nacional brasileira, colocando-se como parte dela. A metodologia envolveu uma abordagem explicativa, qualitativa e descritiva, com análise dos versos presentes no manifesto, e cuja fundamentação teórica baseou-se nas contribuições de Antonio Candido (1993) sobre a literatura, Stuart Hall (2006) sobre identidade, Walter Mignolo (2017) e Aníbal Quijano (2010) sobre a decolonialidade. Assim, o estudo investigou as marcas identitárias do nacionalismo brasileiro trazidas pelo sujeito lírico no Manifesto Antropófago a partir de uma posição fragmentada e deloconial, uma vez que utiliza elementos e estratégias linguísticas dotadas de implicações políticas e sociais para promover um pensamento fronteiriço, que conduz à desobediência epistêmica, atuando como catalisador para a expressão e reconfiguração do nacionalismo brasileiro ao desafiar noções tradicionais de identidade nacional e fomentar o imaginário de brasilidades ao resgatar as origens do povo brasileiro para desconstruir as narrativas coloniais, como o forte academicismo europeu da época (início do século XX).
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