A PESCA ARTESANAL COMO POSITIVAÇÃO DA IDENTIDADE QUILOMBOLA NO ENGENHO DO CAPIM/PA.
DOI:
https://doi.org/10.18817/repesca.v17i1.2035Palabras clave:
Engenho do Calixto, Identidade, Memórias, Narrativas, Pesca ArtesanalResumen
Neste artigo busco compreender a contribuição da pesca artesanal, enquanto atividade pouco visibilizada no Engenho do rio Capim, capaz de positivar a identidade quilombola naquela região. O trabalho busca nas crônicas do naturalista britânico Alfred Russel Wallace para buscar indícios da pesca artesanal, mesmo controlada pelo coronel José Calixto, dono do engenho que serve de topônimo à comunidade, enfocando os artefatos utilizados naquele período. O artigo busca também dar contribuições à visibilidade da cultura local, descrevendo a relação que os quilombolas tem com os recursos naturais, desenvolvendo hábitos comuns, herdados de seus ancestrais. No entanto, a âncora se dá através do uso da memória e de narrativas, com o afã de focar a relação dos remanescentes de quilombo com a pesca artesanal, construindo a ligação do passado no presente, onde se percebe questões basilares, essenciais para a compreensão de que a pesca artesanal corrobora para a positivação da identidade étnica naquela comunidade, uma vez que a geração atual consegue transmitir através das narrativas, aspectos físicos utilizados pelas gerações do passado e ainda utilizados pelas novas gerações. No entanto, para que essa positivação se estruture é necessário ações políticas tomadas pelos remanescentes. O artigo contribuiu para a percepção das identidades híbridas que existem na comunidade, a partir da pesca, onde os sujeitos quilombolas, agricultores e pescadores, são o resultado da hibridização das identidades.Citas
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