ALÉM DOS PESQUEIROS: CONECTIVIDADE DE TRANSPORTE, ACESSO FUNCIONAL E DISRUPÇÃO DOS MEIOS DE VIDA EM UMA PESCARIA ARTESANAL CONTINENTAL (RIO TOCANTINS, BRASIL)
DOI:
https://doi.org/10.18817/repesca.v17i1.4682Palabras clave:
infraestrutura rodoviária, pós-captura, cadeia produtiva do pescado, comercialização, colapso de ponte, segurança de rendaResumen
A pesca artesanal depende não apenas do acesso aos pesqueiros, mas também de conexões que permitem conservar e comercializar a captura. O objetivo do estudo foi avaliar como o colapso da Ponte JK reverberou no acesso funcional de 420 pescadores profissionais artesanais de quatro municípios e dois estados. A dependência prévia foi classificada em inexistente para fins pesqueiros, ocasional ou frequente. Cinco domínios autorreferidos dos meios de vida como renda, continuidade do trabalho, conservação do pescado, custo de operação e vínculo com compradores foram analisados por regressão utilizando distribuição de Poisson. Como resultado, a redução de renda, interrupção da pesca, perda de compradores, deterioração do pescado e aumento dos custos de transporte foram relatados por 98,6%, 97,6%, 97,1%, 91,0% e 86,2%, respectivamente. A ocorrência simultânea dos cinco domínios aumentou de 48,8% para 73,9% e 92,5% entre as três categorias e as razões de prevalência ajustadas foram 1,52 e 1,87 para dependência ocasional e frequente. Entre vendedores interestaduais, a deterioração atingiu 98,9%. Os resultados indicam que infraestrutura externa à água pode integrar o acesso funcional à pescaria ao conectar captura, conservação e mercado, e sustentam a inclusão de conservação pós-captura, rotas de escoamento e travessias nos planos de contingência para regiões pesqueiras.
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