CARACTERIZAÇÃO FISÍCA, ECONÔMICA E AMBIENTAL DAS ATIVIDADES DE PISCICULTURA DESENVOLVIDA NAS MARGENS DO RIO ANIL, SÃO LUÍS-MA.

Autores

  • Fabiana Borralho Frazão
  • Tatiana de Jesus Ferreira Pereira
  • Flavia Abreu Everton
  • Lyssandra Kelly Silva Ferreira
  • Haroldo Gomes Barroso

DOI:

https://doi.org/10.18817/repesca.v17i1.381

Palavras-chave:

peixe, impactos, viveiro, licença ambiental, Rio Anil

Resumo

Objetiva-se avaliar os impactos ambientais gerados pelas pisciculturas desenvolvidas a margem do Rio Anil, São Luís-MA. As visitas às pisciculturas eram com o intuito de identificar os ambientes de produção, verificar as espécies cultivadas, equipamentos utilizados, e principalmente verificar a existência de licenciamento ambiental, entre outros aspectos, através da aplicação de sete questionários nos períodos de setembro e novembro de 2009. Observou-se, portanto, que havia predominância dos seguintes ambientes de produção: viveiros (66,67%) e tanques (33,33%). Os viveiros e/ou tanques têm formas quadráticas (54,16%), retangulares (20,83%), trapezoidais (8,33%), circulares (8,33%) e irregulares (4,16%). A drenagem dos mesmos era feita na maioria (71,42%) por auxílio de cano. Em nenhum local de criação observou-se o sistema de escoamento tipo monge. O equipamentos utilizados eram os termômetros (33,33%), pHmêtros (22,22%) e aeradores (11,11%). No que tange as espécies de peixes cultivadas, nota-se a presença de tilápia nilótica (Oreochromis niloticus), tambaqui (Colossoma macropomum), bagre-africano (Clarias gariepinu), camurupim (Megalops atlanticus), carpa comum (Cyprinus carpio), tambacú (Colossoma macropomum x Piaractus mesopotamicus) e curimatá (Prochilodus brevis). Quando indagados se o mercado de São Luís-MA era bom para a venda de peixe cultivado, responderam: sim (85,71%) e não (14,29%). No que diz respeito à licença ambiental, 85,71% dos criadores de peixes afirmaram não ter e/ou não saber da existência de licenças para a operação da atividade, o que pode implicar em severos impactos para o meio ambiente. Na opinião da maioria (71,43%), a piscicultura não causa riscos ao Rio Anil-MA. A partir dos resultados, conclui-se que a falta de licenciamento ambiental e informações junto aos órgãos do Governo responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização diante do produtor para a regularização da atividade são alguns entraves que contribuem para a informalidade e irregularidade nas pisciculturas desenvolvidas ás margens do Rio Anil-MA

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Publicado

2026-05-21

Como Citar

Frazão, F. B., Pereira, T. de J. F., Everton, F. A., Ferreira, L. K. S., & Barroso, H. G. (2026). CARACTERIZAÇÃO FISÍCA, ECONÔMICA E AMBIENTAL DAS ATIVIDADES DE PISCICULTURA DESENVOLVIDA NAS MARGENS DO RIO ANIL, SÃO LUÍS-MA. Revista Brasileira De Engenharia De Pesca, 17(1), 218–233. https://doi.org/10.18817/repesca.v17i1.381

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